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Não fale com pessoas, se conecte a elas

15 de mar. de 2025
2 min de leitura

Mais frequentemente do que imaginamos, usamos de um falso comportamento de simpatia e educação. Uma muleta do ego e da necessidade de transparecer uma persona que sempre agrada, mas que em verdade não existe em nós.


Sim! Talvez só este início de texto te desmotive a continuar a leitura, afinal, é um absurdo completo sequer imaginar que esse tipo de comportamento faz parte da sua ou da minha vida, não é mesmo?


Ou, talvez doa em você tanto quanto dói em mim pensar que sim, posso agir assim, ainda que sem perceber.


Imaginemos a situação onde estamos em uma conversa, e vem passando por nós uma pessoa conhecida, as vezes até mesmo um amigo, e gentilmente, ainda em meio à conversa, esticamos a mão em cumprimento a essa pessoa… um gesto quase automático...


Talvez, também, até acenemos levemente com a cabeça, ou esbocemos um sorriso de canto de boca para esse "passante", contudo, sem interromper a fala da conversa, e a pessoa se vai.


Uau!… Cumprimos o nosso papel… fomos educados e não deixamos de cumprimentar não é verdade?

Apenas um caso típico…


A parte dura???


Um verdadeiro descaso e desrespeito, talvez, também, nem notado pela pessoa… mas em verdade mais cruel do que a ignorância, que as vezes constrange…


Nada mais fizemos do que uma ação mecânica, egoísta, e sem nenhum teor ou dignidade.


Talvez tão automático que nem nos lembremos se fizemos ou não, ou com quem.


Um ato irrelevante. Talvez desprezível.


Se entendemos que vivemos para servir pessoas, estar e dividir com elas, esse é um exercício que não nos atende.


Muitas são as situações em que nos portamos dessa mesma forma, as vezes até nos vangloriando em sermos tão atentos e diligentes… ou seria protocolares?…


Em menos de 30 segundos podemos pedir licença na conversa em andamento, nos virarmos para uma pessoa a ser cumprimentada, olhá-la nos olhos, apertar sua mão com as nossas mãos, com nossa atenção, nossa emoção, expressão e coração, dizer duas ou três palavras, agradecer, sorrir, e se despedir… uma total conexão, troca de energia, doação de tempo e atenção, estabelecimento de um fato e de um momento dedicado.


Eu tenho certeza que este não é um texto que dê gosto de ler… ou que seja motivador… ou até que seja da sua concordância. Mas, como essa percepção me ensinou algo a ser mudado, eu não quis ceder ao receio de não compartilhar.


Segundos de nossas vidas podem mudar rumos, mudar sentimentos, oferecer respostas, trazer conforto, fazer sentir notado, importante, existente, resgatar dignidade e respeito… oferecer uma nova chance.

Assim, deixo aqui a lição aprendida de que *há sempre uma maneira mais viva de viver, e de fazer viver*.


Joelton A. Conte

2025, março/15

 
 
 

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