
Medo ou Temor
O sentimento do _medo_ faz parte da nossa natureza humana. Ele nos faz refletir sobre a fragilidade da nossa condição como homens, sendo o responsável por nos orientar sobre o que pode nos trazer segurança e paz.
O _medo_ entrou na história da humanidade no momento em que o homem resolveu cair em desobediência.
Estar na condição de saber ter feito algo que não era devido ou permitido, transformou o _sentimento de profundo respeito e obediência_ (_temor_), em *medo*, ou sobre outra ótica, uma forte expectativa de se estar sujeito às consequências de repreensão e castigo.
Temos então que só há _medo_, ainda que como um bom indicador de alerta e da iminente direção da transgressão, quando não há a devida medida da diligência de nossa parte, do nosso entendimento.
A expectativa gerada pelo _medo_ pode ser algo positivo e construtivo, se entendida como um alarme contra o desvio de conduta e distanciamento do _temor_.
Sentir _medo_ seria uma espécie de proteção contra o perigo para o corpo, mas também para o espírito.
Mas é preciso não se deixar enganar nem dominar pelo círculo vicioso de dúvidas e incertezas… essa é uma condição destrutiva, que leva para a estagnação e para o bloqueio do desenvolvimento da capacidade e do potencial criativo e do desenvolvimento. Mas nada tem haver com o sentido do _medo_.
Uma linha da psicologia afirma que o _medo_ tem elementos positivos
e negativos em constante consonância. Não sentir _medo_ nenhum nos coloca em perigo, ao mesmo passo de que estar atento a esse sentimento é o que pode nos proteger dele.
A minha revelação é de que o _medo_ é o acusador da desvirtuação. Ele denuncia que há sérios problemas na nossa vida, especialmente quanto ao nosso profundo respeito e obediência aos princípios da Criação.
O nosso próprio _medo_ nos acusa, e fica à mercê das nossas escolhas. Por isso, entender o _temor_ como o antídoto para a desorientação do corpo e da alma, é o que nos capacita para condição de plenitude do desenvolvimento de todas as nossas empreitadas, sem hesitação, sem dúvidas, sem coragem, sem frustração.
✍️ Joelton A. Conte
2024, julho/27





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